Programação Flimo 2026
Programação Flimo 2026
Rodas de conversa | Festa Literária de Morretes
CERIMÔNIA DE ABERTURA: 04/06, quinta-feira, às 18h, no Instituto Mirtillo Trombini
A paranaense Helena Kolody (1912-2004) foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil. Alice Ruiz, conterrânea, admiradora de Kolody, tornou-se uma das principais difusoras do haicai no Brasil, com um estilo que mistura a estrutura clássica à liberdade da "tropicalização" do gênero. No painel de abertura da Flimo, a haijin Gisela Bester contará como o encontro com o universo de Helena Kolody foi fundamental para a trajetória de Alice Ruiz.
— Gisela Bester é escritora, agente cultural e revisora de textos. Doutora e pesquisadora, dedica-se à poesia, ao haicai, ao haibun e à prosa breve. Integra o Grupo O Zen do Haicai, é vencedora do 38º Concurso Yoshio Takemoto de Literatura (2024) e autora de “Pinte-me de Azul!” e “Sorrir, esse sacrifício”.
📅 04/06, quinta-feira, às 18h30, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
O imaginário e as vivências das comunidades que habitam a Mata Atlântica e o litoral paranaense, unindo a sabedoria indígena e a tradição caiçara em uma conversa sobre a potência das histórias que habitam nossas origens, bem como da relação entre território e literatura. Uma conversa sobre como a memória oral e a poética do cotidiano mantêm viva a proteção de um dos biomas mais ricos do planeta. Uma celebração das raízes que sustentam o nosso presente.
— Juliana Kerexú é palestrante, poetisa, cantora e educadora indígena. Foi professora de Língua Guarani na Escola Estadual Indígena Pindoty, na Ilha da Cotinga, e é cacica da aldeia Tekoá Takuaty.
— José Carlos Muniz é escritor, pesquisador e professor, natural de Guaraqueçaba. Autor de livros e artigos sobre a cultura caiçara, atuou em projetos fundamentais para a valorização dos saberes tradicionais.
— Olívio Jekupé é escritor de literatura nativa do povo Guarani. Paranaense, mora na aldeia Kakane Porã, em Curitiba. É autor do livro "O saci verdadeiro" (2000) e mais de 30 outros títulos.
📅 05/06, sexta-feira, às 11h, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
As fronteiras da autoria, quando falamos de livro ilustrado, movem um debate necessário na literatura contemporânea. Obras em que a linguagem visual e o projeto gráfico não apenas acompanham a história, mas são verdadeiros alicerces da narrativa. É um convite para desbravar o papel de quem pensa a imagem como arquitetura de histórias, onde a imagem se afirma como um texto a ser lido, interpretado e sentido.
— Denise Gonçalves é ilustradora editorial e escritora paranaense. Sua trajetória atravessa artes visuais, artes cênicas, fotografia e literatura, com atuação também em pesquisa acadêmica, mediação cultural e projetos autorais de ilustração e escrita.
— Henrique Coser Moreira é ilustrador e autor de livros ilustrados, com obras publicadas em seis países. Vencedor de importantes premiações internacionais, foi selecionado três vezes para a Exposição de Ilustradores da Feira de Bolonha.
— Fernanda Rodrigues é artista, ilustradora, mãe e poetisa. Em seu trabalho autoral, constrói narrativas visuais poéticas e potentes, em que a mulher negra e a representatividade ocupam lugar central.
— Ana Matsusaki é autora de “A colecionadora de cabeças” (2020), finalista do Prêmio Jabuti, e já ilustrou mais de 40 livros. Seu trabalho reúne importantes colaborações com nomes e instituições como Companhia das Letrinhas, Folha de S.Paulo, The New York Times e UNESCO.
📅 05/06, sexta-feira, às 18h30, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Aline Bei traz uma arquitetura única em seus textos, onde a delicadeza e a crueza caminham juntas, onde a disposição das palavras na página dita o ritmo de cada respiração. Cada frase carrega uma batida própria. Cada quebra de linha, o fôlego. No encontro com a autora, uma conversa sobre a construção de sua obra, a linguagem que pulsa, a transformação do íntimo em coletivo. Cada página, uma partitura, um espaço de encontro e reconhecimento.
— Aline Bei é autora de "O peso do pássaro morto" (2017), vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, de "Pequena Coreografia do Adeus" (2021), finalista do Prêmio Jabuti, e de "Uma delicada coleção de ausências" (2025), um dos livros mais celebrados do ano.
— Julie Fank é escritora, professora e artista visual. Fundadora da Escola de Escrita, desenvolve um trabalho dedicado à criação literária, à formação de escritores e à experimentação artística.
📅 05/06, sexta-feira, às 20h, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Nesta roda de conversa, Ângela Gonçalves e Kamylla dos Santos refletem sobre histórias que, embora fundamentais para a construção da identidade e da memória coletiva, muitas vezes se perdem no fluxo do tempo. Um bate-papo sobre sobre o desafio de transformar vivências particulares e anônimas em patrimônio coletivo e o papel da literatura em escrever e preservar as micronarrativas do cotidiano.
— Ângela Gonçalves é natural da Ilha do Mel, em Paranaguá (PR), e autora do livro Mel da Ilha – um povo e suas histórias, que registra os causos narrados por sua mãe, Claudina, moradora pioneira da Ilha do Mel.
— Kamylla dos Santos é produtora, atriz, dramaturga, musicista, compositora e escritora. Idealizadora do Grupo Baquetá, desenvolve desde 2009 espetáculos e oficinas inspirados nos saberes africanos, afro-brasileiros e dos povos indígenas do Brasil.
— Etel Frota é poeta, romancista, letrista, roteirista, dramaturga e integrante da Academia Paranaense de Letras. É autora de O Herói Provisório (2017), obra que conquistou o 2º lugar no Prêmio José de Alencar.
📅 06/06, sábado, às 11h, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Conhecida por uma obra que desafia classificações, Veronica Stigger utiliza a hibridez como matéria-prima, tensionando as fronteiras entre os gêneros literários em uma prosa singular no cenário brasileiro. No bate-papo, a autora propõe uma investigação sobre os limites da narrativa e sobre o que surge quando a literatura se recusa a caber em definições rígidas.
— Veronica Stigger é escritora, curadora e professora. Autora de 14 livros de ficção, publicou obras como "Opisanie świata" (2013), "Sul" (2016), vencedor do Prêmio Jabuti, "Sombrio ermo turvo" (2019) e "Krakatoa" (2024).
— Luci Collin é escritora, educadora e tradutora. Autora de 25 livros, venceu o Prêmio Jabuti de poesia com "A palavra algo" (2016).
📅 06/06, sábado, às 15h, no Instituto Mirtillo Trombini.
Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Escrever é um impulso de inspiração ou um exercício de obsessão? Para muitos, a literatura não nasce no primeiro jato de inspiração, mas no corte, no incansável trabalho de reescrever. Uma conversa sobre o ofício da escrita como um processo de eterna lapidação: a fronteira entre a invenção pura e o trabalho artesanal com a linguagem.
— José Castello é cronista, biógrafo, romancista e jornalista. É autor das obras “Vinicius de Moraes: uma geografia poética” (1996), “Inventário das sombras” (1999) e “Ribamar” (2010), vencedor do Prêmio Jabuti.
— Carlos Dala Stella é poeta, artista plástico e contista. Publicou títulos como “Nas mãos de Benedita” (2019), “A arte muda da fuga” (2018) e “Retratos: desenhos de admiração” (2021), além de ter sido finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ilustração, com o livro “Quer jogar?” (2011).
— Vanessa C. Rodrigues é escritora, pesquisadora e tradutora, autora da obra “Anunciação” (2015) e outras.
📅 06/06, sábado, às 17h, no Instituto Mirtillo Trombini.
Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Para Cristovão Tezza, um dos maiores romancistas brasileiros contemporâneos, a memória nunca é um espelho fiel: é uma ferramenta de ficção. Uma construção complexa em tensão constante entre a passagem do tempo e o esforço da linguagem para capturá-la. Na conversa, o público é convidado a explorar temas que atravessam sua produção literária: a turbidez da memória, a reconstrução do passado e a busca pela narrativa que dê conta das contradições humanas.
— Cristovão Tezza é autor de mais de 20 obras de ficção e figura entre os escritores brasileiros mais prolíficos, premiados e traduzidos de sua geração. Entre seus livros estão "Trapo" (1988), "O filho eterno" (2007), "O professor" (2014) e "Visita ao pai" (2025), seu romance mais recente.
— Sandra M. Stroparo é professora da UFPR há quase 30 anos, atuando na graduação e na pós-graduação. Pesquisadora e tradutora, desenvolve estudos dedicados à poesia e à literatura francesa.
📅 07/06, domingo, às 11h, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Além de um sistema de códigos, a língua é um organismo vivo, mais próximo do caos da vida do que da precisão. Em um cenário em que algoritmos processam bilhões de dados para mimetizar a escrita humana, o que ainda torna a prosa literária única? A conversa propõe uma investigação sobre a evolução da língua portuguesa e sobre o papel do escritor como provocador de sentidos em um mundo cada vez mais automatizado.
— Caetano Galindo é escritor, tradutor e professor. Autor de "Sim, eu digo sim: uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce" (2016), "Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português" (2023) e "Na ponta da língua: o nosso português da cabeça aos pés" (2025), além de livros de contos, poesia, teatro e outros títulos.
— Thiago Tizzot é editor, livreiro e fazedor de livros na Arte & Letra. É autor de "Esqueletos que Dançam" (2020), "A Sombra da Torre" (2023) e "A Ira dos Dragões e outros contos" (2009).
📅 07/06, domingo, às 15h, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Programação Musical
A poesia de Alice Ruiz ganha voz e melodia na Flimo. Em uma apresentação especial, Rogéria Holtz revisita o espetáculo “No País de Alice”, criado a partir das canções e parcerias da poeta homenageada desta edição, que completa 80 anos em 2026.
Ao lado do baixista e diretor musical Glauco Sölter, o percussionista Vina Lacerda e o tecladista e pianista Léo Brandão, a cantora percorre músicas que ajudaram a transformar a escrita de Alice em canções marcantes da música brasileira. No repertório, sucessos como “Socorro”, “Quase Nada”, “Milágrimas” e “Sei dos Caminhos” embalam a noite de sábado em Morretes.
A apresentação ainda conta com a participação especial de Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz, que sobem ao palco para celebrar a trajetória de uma das grandes vozes da poesia brasileira contemporânea.
O tradicional Baile de Fandango Caiçara volta à 5ª edição da Flimo com o grupo Viola Afinada, diretamente da Ilha dos Valadares, em Paranaguá. 🎶
Dedicado à preservação e celebração da música tradicional caiçara, o grupo traz para Morretes uma experiência autêntica que reflete a riqueza dessa manifestação cultural do litoral paranaense.
Sob a liderança do Mestre Zeca da Rabeca, o Viola Afinada reúne músicos com longas trajetórias ligadas ao Fandango Caiçara: Mestre Miguel Martins, Luiz Parna, Gilvan Santo Amaro e Mestre Haroldo Elias.
Te convidamos a participar dessa vivência marcada por tradição e celebração à música tradicional caiçara: dia 04/06, quinta-feira, às 20h, no Instituto Mirtillo Trombini. Entrada gratuita.
O Coreto de Morretes recebe apresentações musicais dos grupos e artistas do litoral paranaense ao longo da programação da Flimo. Entre uma atividade e outra, o convite é desacelerar, caminhar pela cidade e conhecer artistas e grupos da região enquanto a literatura encontra novos ritmos.
04/06, quinta-feira, às 12h30: Gralha Blues Trio | @gralhablues. Presença ativa na cena de blues do litoral paranaense, a banda reúne Barbara Ribas, Fabiano Wunder e Tiago em apresentações marcadas por improvisação, energia e clássicos do blues.
05/06, sexta-feira, às 12h30: Ellen Be | @ellenbebeats
Em tom de contação de histórias, Ellen Be costura repertórios e atravessa diferentes momentos da música brasileira, conectando clássicos e contemporâneos em apresentações cheias de contexto - para além da palavra.
06/06, sábado, às 12h30: Angela Cretã e Coral Indígena | @angela_poty_kreta. O grupo de cantos indígenas Mbya Guarani e Kaingang da aldeia Tupã Nhe’e Kretã é formado por crianças e jovens que mantêm vivas as tradições ancestrais através da música, da dança e da espiritualidade.
07/06, domingo, às 12h30: Grupo Choro à Capela | @choroacapela. Criado em Antonina, o grupo se dedica à preservação e difusão do choro instrumental brasileiro. Com Gabriel no sax, Laércio no violão de 7 cordas, Denise no pandeiro e Paulinho no cavaco, o repertório do grupo passeia entre clássicos tradicionais e composições modernas do gênero.